segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Infância Hoje

O que percebo nos tempos atuais é que as crianças tiveram sua infância roubada, mas o que me leva a pensar de tal modo? Cheguei a essa conclusão embasado em diversos fatores que emergiram entre o final do século passado e o início do corrente.
Um dos principais fatores que se pode elencar é o crescimento do acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), pois boa parte da população (sem distinções étnico-raciais, de idade ou de gênero) tem extrema facilidade de acesso a alguma TIC, dentre estas podemos destacar a televisão, que é um poderoso meio de comunicação - quiçá o mais utilizado -, e que possui uma incrível capacidade de persuasão. É aí que devemos prestar atenção, pois mesmo sendo espertas, as crianças geralmente não possuem um senso crítico apropriado para receber todo tipo de informação e conteúdos disponíveis na TV, hoje a sociedade naturaliza coisas que deveriam ser censuradas pelo menos em determinados horários, é super comum cenas de insinuações sexuais em horário nobre quando todos podem ver, inclusive crianças, assim elas crescem erotizadas podendo fomentar gravidez precoce, pervertidos sexuais, entre outras mazelas relacionadas ao assunto. 
Atualmente algumas crianças perderam o contanto físico uma com as outras, e trocaram as velhas brincadeiras como pic-esconde, amarelinha e 7 cacos, por games eletrônicos - em sua maioria com apologia à violência -, que pode resultar no adulto obeso, doente e solitário no futuro. As pessoas de hoje mudaram seus valores, muitas perderam a essência da subjetividade e deixaram de lado a dimensão humana dando importância apenas ao que é material, essa configuração social reflete de um modo muito negativo nas crianças.
Longe de mim dizer que a infância foi extinta, pois ainda se vê, mesmo que esporadicamente, crianças brincando a moda antiga nas praças e parques ou curtindo programas em família. Não quero dizer também que as tecnologias são bestas devoradoras de infância, pois ainda é possível encontrar jogos educativos e bons conteúdos na TV, o que quero chamar atenção é para o modo como essas TIC são utilizadas, pois deve ter sempre o acompanhamento de um adulto responsável. São pequenos cuidados que podem melhorar significativamente a qualidade de vida das nossas crianças e como consequência formar bons adultos.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Pesquisa Comunicação e Aprendizagem com o computador. O papel do computador no processo de ensino-aprendizagem

 
Síntese:
 
O presente texto traz indagações a respeito das novas tecnologias que vão surgindo e a capacitação dos docentes para usa-las como instrumentos pedagógicos. Para tanto é necessário conceituar e diferenciar alguns elementos como, informação e conhecimento que, com base em pensamentos próprios, são conceitos muito confundidos. Intende-se por informação dados ou fatos que são transmitidos a uma ou várias pessoas. Já o conhecimento pode ser definido como resultado da interpretação e compreensão das informações recebidas. Nessa ótica observa-se então que o que se transmite é informação e não o conhecimento em si. Outro aspecto de definição relevante é o ensinar e o aprender, em relação ao ensinar penso que é a ação de instruir um indivíduo sobre algo que ele desconhece ou pouco conhece, para que a instrução produza efeito é necessário que haja aprendizado, o aprender está relacionado à apropriação daquilo que lhe foi instruído, construindo novos conhecimentos ou assimilando a conhecimentos a priori. Analisando os conceitos percebe-se que há uma interligação entre eles, pois quando se ensina ocorre a transmissão de informação e quando se aprende constrói-se conhecimento.
Nessa perspectiva somos remetidos à concepção de construção e representação do conhecimento, isto é, quando um conhecimento é construído na mente de um indivíduo este pode ser representado através de uma ação, por exemplo, o homem queria voar como não possuía asas teve que criar possibilidades, ou seja, construir conhecimento, esse conhecimento foi representado no avião que em primeira instância não funcionou, assim o homem teve de repensar suas construções e formar novos conhecimentos até alcançar o resultado desejado, assim forma-se um ciclo de construção—representação—reconstrução—nova representação.  
Vale lembrar que é necessário um orientador qualificado para intervir de forma articulada e assertiva na construção de um conhecimento.  
Com os termos já definidos falaremos agora da busca e acesso à informação, que com o advento do computador tornou-se mais fácil pelo fato deste oferecer os mais diversos e eficientes meios de pesquisa, como leitura de mídias removíveis (CD-R, pen-drive, etc.) e sites de busca na internet (Google, Bing, etc.), é justamente esse leque de possibilidades de acesso à informação que preocupa. Valente chama atenção a um fato muito importante quando afirma que ter acesso à informação não assegura que o aprendiz compreendeu a mesma. Nesta linha de raciocínio observa-se que é extremamente necessário o monitoramento do professor para intervir e possibilitar que o aluno construa conhecimento a partir da informação obtida no computador e, para que haja essa intervenção o professor deve estar preparado no âmbito de domínio da máquina.
Além de um excelente meio de pesquisa o computador é um poderoso veículo de comunicação, com ele é possível se comunicar com pessoas do mundo inteiro através de e-mail e redes sociais, as noticias do mundo podem ser acessadas em tempo real. Sobre esta possibilidade e facilidade de comunicação Valente traz algo bem interessante o “estar junto virtual” que consiste na interação via rede entre aprendizes, onde os mesmos podem compartilhar dúvidas, informações, reflexões, experiências e, juntos construir conhecimento. Quando não for possível solucionar alguma questão o grupo pode requisitar um especialista para auxilia-los na resolução dos problemas. É um hábito meu “estar junto virtual” e realmente é uma ótima experiência de troca de saberes, nossa orientadora sempre faz um acompanhamento posterior onde aprova ou não os resultados.
Em cada ponto abordado nesse texto ficou explícito que o cerne da questão de combinação entre domínio técnico e aplicação pedagógica está atrelado, fundamentalmente, à formação do professor. Este necessita estar atualizado e acompanhando a evolução da tecnologia para que possa auxiliar os alunos, de maneira eficaz, a construírem novos conhecimentos.  

 Referência:
 
VALENTE, José Armando. Pesquisa Comunicação e Aprendizagem com o computador. Disponível em: http://cmapspublic.ihmc.us/rid=1HXFXQKSB-23XMNVQ-M9/VALENTE_2005.pdf. Acessado em: 27 de Mai. de 2013.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO: INTERCONEXÕES E CONVERGÊNCIAS


A educação e a comunicação estão presentes em toda parte que existe relações humanas, apesar de serem fatores distintos, estes se perpassam constantemente e estabelecem uma inter-relação entre si. Ambos transcendem espaços formais, isto é, vão além da educação escolarizada e da comunicação midiática. Existe uma relação biunívoca entre educação e comunicação que engloba concepções e linhas teóricas, práticas, sujeitos, tempos e processos formais e não formais conscientes e determinados; envolve ainda manifestações humanas expressivas no âmbito de transformação e continuidade das relações interpessoais. Por esses dois termos (educação e comunicação) estabelecerem uma relação tão intrínseca entre si ocorre uma grande ampliação em seus sentidos, assim, inserido no campo da educação, o ato de comunicação pode ser entendido como um processo de interação entre pessoas que desejam ensinar e aprender. É nessa relação que a educação e a comunicação transcendem fronteiras.
Com o advento de novos meios de comunicação (TV, internet, telefone móvel e etc.) as possibilidades de ensino e aprendizagem foram ampliadas a ponto de ultrapassar os limites físicos de uma sala de aula, isto aconteceu pelo fato de os espaços virtuais viabilizarem o ensino, mesmo que à distância, que podem ocorrer através de videoconferências, e-mails, redes sociais e etc. Com essas novas possibilidades inseridas numa sociedade o estilo de vida, a cultura e os valores são modificados positiva ou negativamente, vai depender da forma e da finalidade que as tecnologias são aplicadas.
Nos ambientes de interação e aprendizagem virtual cada um que acessa é um produtor de informação (passível de verificação) e pode contribuir com seu conhecimento, nesse sentido a quantidade de informação gerada pode ser muito volumosa e essa saturação de informação fomenta a necessidade de um mediador ou orientador. O papel do mediador/educador em um processo educacional que se utiliza de ferramentas on-line é orientar e inspecionar sem interferir, coagir ou dirigir o processo em construção pelo grupo, bem como o papel de comunicadores no âmbito de produzir diálogos, auxiliar o grupo a manter o foco no trabalho, estimular reflexões críticas, fornecer trilhas de pesquisa confiáveis e todo suporte cabível em seu campo de atuação.
A apropriação didático-pedagógica dos procedimentos educacionais em rede contribui muito para uma nova dinâmica na construção do conhecimento, pois a investigação conjunta sobre um objeto resulta em observações diferentes, assim ocorre a ampliação do conhecimento de todos. Esta modalidade de pesquisa on-line possibilita ainda maior acessibilidade a fundamentações teóricas bem como o aproveitamento de todas as funcionalidades disponíveis nos ambiente virtuais. Assim são viabilizados avanços e descobertas revolucionários em pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento.

sexta-feira, 19 de abril de 2013


O Rural é uma Continuação do Urbano?

A relação existente entre rural e urbano é muitas vezes antagônica, pois quando se fala em urbano logo se pensa em algo que é desenvolvido, civilizado, moderno, mas quando se fala em rural automaticamente imagina-se um interior sem energia elétrica, sem água encanada, muito mato, animais, insetos e pessoas “matutas”.
 Esta visão estereotipada está profundamente arraigada na sociedade, que por sua vez concebe o meio urbano como superior ao rural e produz políticas educacionais embasadas apenas na ótica da cidade. Esse preconceito excludente para com o campo fomenta uma séria problemática na educação, o que chamamos de descontextualição, isto é, o currículo escolar é organizado de forma bem diferente da realidade cultural, econômica, política e social vivenciada pelos habitantes do campo.
Um fator que perpassa esses dois campos (rural e urbano) é o sistema capitalista de produção, assim, recursos tecnológicos são implantados na produção agrícola e o sistema utilizado anteriormente torna-se obsoleto causando a insatisfação de muitos que preferem migrar para a zona urbana. Toda essa discussão nos leva a refletir sobre a problematização presente no título deste texto, onde conclui-se que o urbano busca impor algumas de suas características ao rural, oque o torna (o rural) não uma continuação, mas uma réplica imperfeita e descontextualizada do urbano.  

Referência:
SANTOS, Franciele Soares dos. Educação do Campo e Educação Urbana: Aproximações e rupturas. Educere & Educare: Paraná-PR, vol. 1, n. 1. 2006,  p.69-72. Disponível em: http://www.red-ler.org/educacao-campo-educacao-urbana.pdf. Acessado em: 18 de Abr. de 2013.

terça-feira, 9 de abril de 2013



Síntese:

Preferências de Aprendizagem: Enriquecendo o aprender na escola


O texto de Cavelluci e Valente elucida a problemática de aprendizagem presente na educação escolar e elenca fatores causadores do problema, bem como possíveis soluções. A primeira questão trazida pelos autores é a postura que a escola adota diante dos alunos quando os mesmos são tratados de maneira igual no âmbito da absorção dos conteúdos transmitidos. Como sabemos cada aluno possui uma maneira própria de assimilar informações, isto é, possuem estilos de aprendizagem distintos, uns absorvem melhor ao ver, outros ao ouvir, outros em grupo, outros individualmente e assim por diante.  Os autores deixam claro que cada indivíduo possui um modelo organizador originário de suas ações, percepções e de sua interação com o mundo exterior para compreender a realidade, em outras palavras, um sistema de representação da realidade.   
Diante dos dois conceitos destacados no parágrafo anterior Cavelluci e Valente afirmam que todos possuímos estratégias de aprendizagem que tem como objetivo superar adversidades no processo de aprendizagem tornando-o mais viável, estas estratégias podem modificar-se conforme obtemos novas habilidades. Trazendo os conceitos discutidos para sala de aula devemos ter a compreensão de que existem as preferências tanto dos alunos quanto do professor, onde geralmente o professor baseia sua aula em suas próprias preferencias sendo estas diferentes das de muitos alunos. Aí fica clara a importância de o professor conhecer suas próprias preferencias para poder adaptar suas propostas à concepção dos seus alunos.
Ao conhecer suas preferencias de aprendizagem o professor pode ajudar seus alunos a conhecerem suas preferencias, existem diversas formas para isso, como dialogar com os alunos a respeito de como eles aprendem melhor, aplicar diferentes formatos de avaliações e identificar o desempenho de cada aluno, avaliar como eles se saem em grupo, como se saem individualmente. Assim o professor conhece seus alunos e os ajuda a conhecer suas preferencias e consequentemente a desenvolver estratégias e habilidades para tornarem-se excelentes aprendizes em diversas situações de suas vidas. 


Referência:

CAVELLUCI, L e VALENTE, J. Preferências de Aprendizagem: Enriquecendo o aprender na                                                                           escola, PUC-SP, 2004.