sexta-feira, 19 de abril de 2013


O Rural é uma Continuação do Urbano?

A relação existente entre rural e urbano é muitas vezes antagônica, pois quando se fala em urbano logo se pensa em algo que é desenvolvido, civilizado, moderno, mas quando se fala em rural automaticamente imagina-se um interior sem energia elétrica, sem água encanada, muito mato, animais, insetos e pessoas “matutas”.
 Esta visão estereotipada está profundamente arraigada na sociedade, que por sua vez concebe o meio urbano como superior ao rural e produz políticas educacionais embasadas apenas na ótica da cidade. Esse preconceito excludente para com o campo fomenta uma séria problemática na educação, o que chamamos de descontextualição, isto é, o currículo escolar é organizado de forma bem diferente da realidade cultural, econômica, política e social vivenciada pelos habitantes do campo.
Um fator que perpassa esses dois campos (rural e urbano) é o sistema capitalista de produção, assim, recursos tecnológicos são implantados na produção agrícola e o sistema utilizado anteriormente torna-se obsoleto causando a insatisfação de muitos que preferem migrar para a zona urbana. Toda essa discussão nos leva a refletir sobre a problematização presente no título deste texto, onde conclui-se que o urbano busca impor algumas de suas características ao rural, oque o torna (o rural) não uma continuação, mas uma réplica imperfeita e descontextualizada do urbano.  

Referência:
SANTOS, Franciele Soares dos. Educação do Campo e Educação Urbana: Aproximações e rupturas. Educere & Educare: Paraná-PR, vol. 1, n. 1. 2006,  p.69-72. Disponível em: http://www.red-ler.org/educacao-campo-educacao-urbana.pdf. Acessado em: 18 de Abr. de 2013.

terça-feira, 9 de abril de 2013



Síntese:

Preferências de Aprendizagem: Enriquecendo o aprender na escola


O texto de Cavelluci e Valente elucida a problemática de aprendizagem presente na educação escolar e elenca fatores causadores do problema, bem como possíveis soluções. A primeira questão trazida pelos autores é a postura que a escola adota diante dos alunos quando os mesmos são tratados de maneira igual no âmbito da absorção dos conteúdos transmitidos. Como sabemos cada aluno possui uma maneira própria de assimilar informações, isto é, possuem estilos de aprendizagem distintos, uns absorvem melhor ao ver, outros ao ouvir, outros em grupo, outros individualmente e assim por diante.  Os autores deixam claro que cada indivíduo possui um modelo organizador originário de suas ações, percepções e de sua interação com o mundo exterior para compreender a realidade, em outras palavras, um sistema de representação da realidade.   
Diante dos dois conceitos destacados no parágrafo anterior Cavelluci e Valente afirmam que todos possuímos estratégias de aprendizagem que tem como objetivo superar adversidades no processo de aprendizagem tornando-o mais viável, estas estratégias podem modificar-se conforme obtemos novas habilidades. Trazendo os conceitos discutidos para sala de aula devemos ter a compreensão de que existem as preferências tanto dos alunos quanto do professor, onde geralmente o professor baseia sua aula em suas próprias preferencias sendo estas diferentes das de muitos alunos. Aí fica clara a importância de o professor conhecer suas próprias preferencias para poder adaptar suas propostas à concepção dos seus alunos.
Ao conhecer suas preferencias de aprendizagem o professor pode ajudar seus alunos a conhecerem suas preferencias, existem diversas formas para isso, como dialogar com os alunos a respeito de como eles aprendem melhor, aplicar diferentes formatos de avaliações e identificar o desempenho de cada aluno, avaliar como eles se saem em grupo, como se saem individualmente. Assim o professor conhece seus alunos e os ajuda a conhecer suas preferencias e consequentemente a desenvolver estratégias e habilidades para tornarem-se excelentes aprendizes em diversas situações de suas vidas. 


Referência:

CAVELLUCI, L e VALENTE, J. Preferências de Aprendizagem: Enriquecendo o aprender na                                                                           escola, PUC-SP, 2004.